Tudo vale a pena,
Quando a buceta é da morena.
Inda mais quando ela geme serena,
Mesmo sendo a minha pica até pequena.
Tudo vale o esforço,
Quando a como no almoço.
Mordo sua bunda, chupo seu pescoço,
A morena um gozo só, um só alvoroço.
Tudo vale o sacrifício,
Quando chupo o púbere orifício,
Da morena doce, meu vício.
Comer sempre a morena tornou-se meu ofício.
Tudo vale a labuta,
Foder a morena, minha puta.
Chupar sua buceta hirsuta,
Beber louco o caldo doce dessa fruta.
Tudo vale o trabalho,
Quando ela engole meu caralho.
Morena, úmida como orvalho,
Na qual tesudo enterro meu vergalho.
Tudo tem o seu valor,
Quando da morena provo o sabor.
O caldo melífluo da sua buceta em rubor,
Torna-me um eterno escravo, louco de amor.
Virgulino Pontilança
Fim do Inverno de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Encontro fortuito
Esta impressão que vem de dentro
de já ter visto você antes
os olhos, o rosto, um pouco rechonchudo
Você, de costas
visão do paraíso
Monte Sinai
que estrategicamente esconde
o portal para o inferno
"Mas de onde nos conhecemos?"
E você que nem me nota...
Talvez eu é que esteja enganado
Ou você por demais na vida
absorta, até mesmo morta.
De qualquer forma encontrar você de novo
me fez sentir-me como outro alguém
O fato é que
nesta vida cósmica trágica e sem sentido
realmente nos completamos um ao outro
resgatamos nossa essência de sermos, ambos,
Eu nada,
você NINGÚEM.
José Servilino - 3/3/08
de já ter visto você antes
os olhos, o rosto, um pouco rechonchudo
Você, de costas
visão do paraíso
Monte Sinai
que estrategicamente esconde
o portal para o inferno
"Mas de onde nos conhecemos?"
E você que nem me nota...
Talvez eu é que esteja enganado
Ou você por demais na vida
absorta, até mesmo morta.
De qualquer forma encontrar você de novo
me fez sentir-me como outro alguém
O fato é que
nesta vida cósmica trágica e sem sentido
realmente nos completamos um ao outro
resgatamos nossa essência de sermos, ambos,
Eu nada,
você NINGÚEM.
José Servilino - 3/3/08
Um romântico desiludido enterra seu romantismo
Sobre as ilusões românticas declaro que:
as enterrei
bem fundo
sobre elas derramei várias pás de cal
e sobre a terra e a cal
mijei.
Cumprido o rito fúnebre
Entoei um réquiem
Proferi preces de adeus
Mas errei!
D'outra vez
enterro
jogo cal
mijo sobre elas
e aproveito pra cagar também!
José Servilino - 29/6/06
as enterrei
bem fundo
sobre elas derramei várias pás de cal
e sobre a terra e a cal
mijei.
Cumprido o rito fúnebre
Entoei um réquiem
Proferi preces de adeus
Mas errei!
D'outra vez
enterro
jogo cal
mijo sobre elas
e aproveito pra cagar também!
José Servilino - 29/6/06
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A prova
Anésio Carbonário
A prova diz que aprova
que prova e tal.
Mas prova o quê?
E pra quem?
Prova é que somos todos bobos.
Que valemos todos tal qual ninguém.
Prova que não sabemos o que sabemos
e que quem decide isto é outro alguém.
Prova é que somos tontos.
Na verdade, a prova nos aprova no vestibular
para burros no curso superior
de uma vida muito, mas muito inferior.
Isto porque não chegamos nem mesmo ao ponto
de sermos nós mesmos
donos de nosso próprio saber.
A prova diz que aprova
que prova e tal.
Mas prova o quê?
E pra quem?
Prova é que somos todos bobos.
Que valemos todos tal qual ninguém.
Prova que não sabemos o que sabemos
e que quem decide isto é outro alguém.
Prova é que somos tontos.
Na verdade, a prova nos aprova no vestibular
para burros no curso superior
de uma vida muito, mas muito inferior.
Isto porque não chegamos nem mesmo ao ponto
de sermos nós mesmos
donos de nosso próprio saber.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Archibaldo esteve na festa ontem à noite
Como num elevar de ondas adiantamos que, Archibaldo, o sereno, esteve em nossa presença distante ontem de noite. Sua gélida sensação estranha nos trouxe o frescor da manhã negra dissoluta por dentre os potes carregados de vômitos do populacho. Archibaldo, o voraz, partiu como louco para dentro do copo de vinho que espumava sereno por sobre a mesa lunar. Nossas fotos tresloucadas advindas da morte secular da Santa Sé afluíram como gritos pela noite clara.
Archibaldo, o louco, disse a Adriana que iria sair dentro do estômago tetino da pobre moça deserta que a esta altura estava a ponto de irromper numa nuvem corrente do fluir maligno certeiro. A súcia ajuntou-se pelos quatrocentos decilitros cúbicos de área verde deserta para apreciar o lançamento da sonda espacial que a esta altura almejava apenas as mais profundas fossas nasais dos porcos sujos do mal.
Maninha, que não estava só, partiu para encontrar por vida dentro da câmara frigorífica, mas encontrou-se apenas com Archibaldo, o célere, que no exato momento estava diluindo a seiva da vida suja e sorvendo o suco podre que escorria das margaridas plantadas nos vasos hídricos do vestido de papel de Lúcia, agora transexual, e convertida em evangélica para todo o sempre, Amém.
Archibaldo, o nobre, sorriu por dentre as pernas negras da moça impoluta, beleza absoluta, mas com o casco encerado. Perderam ambos os três a oportunidade de formarem o melhor quarteto da área escura dentro do centro cardíaco de José Laudivino Mendes, engraxate de congas.
As pombas puseram-se a anunciar a mente dissoluta e poética de Archibaldo, o gênio, que sujo aspirava o ar do aspirador de pó por microondas sonoras. Mas, já neste instante, agrupava-se fora do prédio muitos cães que ladravam por ali ao longe durante o período da seca. Muitas noivas sentiram-se enganadas em seu objetivo de casar-se com a morte e gerar filhos energúmenos acéfalos patifóides. Muitos foram os que desertaram, porém Archibaldo, o valente, combatia energicamente todo o exército de sombras úmidas que já encobriam todos os cantos da casa onde, por milênios, habitara Maria José, esparramada e sufocando a cada momento no vômito de Rex, sua pata de cachorro.
“Parados aí!” Gritavam todos os desesperados numa manhã ensolarada tentando convencer Archibaldo, o grave, de que o suicídio não pagava a pena, pois a pena era pêlo retirado do cu da ameba translúcida clubber de São Paulo.
Os sentidos de Archibaldo, o maligno, estavam confusos, havia tinta por todas a suas entranhas e os pés da Lurdinha fediam muito. Todos se sentaram para não serem atingidos pela grande hélice helicoidal da máquina de caldo de cana operada pelo maneta sem pernas nem cabeça.
‘Puro lirismo’ a gorda desdentada bravejava pela noite afora. Descalçada, Mariana nada poderia fazer para conter a hemorragia que nunca cedia. Archibaldo, o feroz, veio ao seu socorro imediatamente quando ficou sabendo da morte de Myrtes, a pobre estrela solitária do Cabaret Nonsense incendiado pela luzes audazes sempreativas.
Modorra era só o que partia da boca de Archibaldo, o tenaz, agravava-se a situação financeira de Luzia. Todos partiram imediatamente para o caminho desnaturado. O sol brandia suas labaredas gélidas por sobre as carecas dos sapos saltitantes. O brejo já não dava mais pé. Archibaldo, o audaz, bateu então em retirada. Era noite, Archibaldo, o boêmio, resolveu retornar, e assim o fez.
Deitado em sua cama ele ainda refletia sobre o por acontecer, o futuro sempre o preocupou. Archibaldo, o pacífico, adormece. Pelas frestas da janela batida pelo tempo já se podia avistar raios de Sol vindo para iluminar mais um dia cerebral, de ondas ultra e infravermelhas, fitas verdes e raios gama lançados sobre o ultravioleta. Archibaldo, o moral, descansa e ronca como um porco.
Como num elevar de ondas adiantamos que, Archibaldo, o sereno, esteve em nossa presença distante ontem de noite...
Stanislaw Rascal
Archibaldo, o louco, disse a Adriana que iria sair dentro do estômago tetino da pobre moça deserta que a esta altura estava a ponto de irromper numa nuvem corrente do fluir maligno certeiro. A súcia ajuntou-se pelos quatrocentos decilitros cúbicos de área verde deserta para apreciar o lançamento da sonda espacial que a esta altura almejava apenas as mais profundas fossas nasais dos porcos sujos do mal.
Maninha, que não estava só, partiu para encontrar por vida dentro da câmara frigorífica, mas encontrou-se apenas com Archibaldo, o célere, que no exato momento estava diluindo a seiva da vida suja e sorvendo o suco podre que escorria das margaridas plantadas nos vasos hídricos do vestido de papel de Lúcia, agora transexual, e convertida em evangélica para todo o sempre, Amém.
Archibaldo, o nobre, sorriu por dentre as pernas negras da moça impoluta, beleza absoluta, mas com o casco encerado. Perderam ambos os três a oportunidade de formarem o melhor quarteto da área escura dentro do centro cardíaco de José Laudivino Mendes, engraxate de congas.
As pombas puseram-se a anunciar a mente dissoluta e poética de Archibaldo, o gênio, que sujo aspirava o ar do aspirador de pó por microondas sonoras. Mas, já neste instante, agrupava-se fora do prédio muitos cães que ladravam por ali ao longe durante o período da seca. Muitas noivas sentiram-se enganadas em seu objetivo de casar-se com a morte e gerar filhos energúmenos acéfalos patifóides. Muitos foram os que desertaram, porém Archibaldo, o valente, combatia energicamente todo o exército de sombras úmidas que já encobriam todos os cantos da casa onde, por milênios, habitara Maria José, esparramada e sufocando a cada momento no vômito de Rex, sua pata de cachorro.
“Parados aí!” Gritavam todos os desesperados numa manhã ensolarada tentando convencer Archibaldo, o grave, de que o suicídio não pagava a pena, pois a pena era pêlo retirado do cu da ameba translúcida clubber de São Paulo.
Os sentidos de Archibaldo, o maligno, estavam confusos, havia tinta por todas a suas entranhas e os pés da Lurdinha fediam muito. Todos se sentaram para não serem atingidos pela grande hélice helicoidal da máquina de caldo de cana operada pelo maneta sem pernas nem cabeça.
‘Puro lirismo’ a gorda desdentada bravejava pela noite afora. Descalçada, Mariana nada poderia fazer para conter a hemorragia que nunca cedia. Archibaldo, o feroz, veio ao seu socorro imediatamente quando ficou sabendo da morte de Myrtes, a pobre estrela solitária do Cabaret Nonsense incendiado pela luzes audazes sempreativas.
Modorra era só o que partia da boca de Archibaldo, o tenaz, agravava-se a situação financeira de Luzia. Todos partiram imediatamente para o caminho desnaturado. O sol brandia suas labaredas gélidas por sobre as carecas dos sapos saltitantes. O brejo já não dava mais pé. Archibaldo, o audaz, bateu então em retirada. Era noite, Archibaldo, o boêmio, resolveu retornar, e assim o fez.
Deitado em sua cama ele ainda refletia sobre o por acontecer, o futuro sempre o preocupou. Archibaldo, o pacífico, adormece. Pelas frestas da janela batida pelo tempo já se podia avistar raios de Sol vindo para iluminar mais um dia cerebral, de ondas ultra e infravermelhas, fitas verdes e raios gama lançados sobre o ultravioleta. Archibaldo, o moral, descansa e ronca como um porco.
Como num elevar de ondas adiantamos que, Archibaldo, o sereno, esteve em nossa presença distante ontem de noite...
Stanislaw Rascal
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Colher flores
Vou me contentar enfim,
apenas em olhar.
Pois é só o que posso agora...
Também acho, suspeito
que é bem o que eu quero.
Talvez eu mesmo não queira.
Talvez é o que, de fato, eu possa.
Nesse maldito momento.
Fica, então, um mote convidativo,
sair para ver as curvas,
os rostos, as formas
cheirar o perfume,
sorrateiramente, de leve,
sem constrangê-las
sem machucá-las.
Nunca, no entanto, abordá-las, colhê-las em seu encanto.
Seria dupla a violência. Nos dois sentidos.
Assim, não colho mais flores neste jardim ingrato, maldito.
Nem sei se deveria tê-las colhido um dia.
Vou ficar apenas olhando, observando,
andando para ver, enxergar, vislumbrar, desejar, cheirar...
Para, só depois, cansado e desanimado,
retornar.
Só então me prostrarei, sentado, sempre,
sempre na esperança do passar dos minutos,
De minutos que passam trazendo o novo, a nova ilusão.
Desejarei que não haja mais saídas,
Para que sempre, eu cansado,
repouse.
Finalmente.
Após infindáveis passeios no jardim.
Após anos de desejos circulares que redundaram apenas desilusões, dor, e sofrimento,
Que cesse o meu desejo,
Este inferno constante, insaciável.
Este que é mesmo a dor de existir.
Que meu ser e meu eu entranhe definitivamente no infinito.
No nada absoluto.
E que de mim, não reste mais nada que brisa,
vento, e aparente lembrança,
sempre ruim,
assombração.
José Servilino - 7/2/08
apenas em olhar.
Pois é só o que posso agora...
Também acho, suspeito
que é bem o que eu quero.
Talvez eu mesmo não queira.
Talvez é o que, de fato, eu possa.
Nesse maldito momento.
Fica, então, um mote convidativo,
sair para ver as curvas,
os rostos, as formas
cheirar o perfume,
sorrateiramente, de leve,
sem constrangê-las
sem machucá-las.
Nunca, no entanto, abordá-las, colhê-las em seu encanto.
Seria dupla a violência. Nos dois sentidos.
Assim, não colho mais flores neste jardim ingrato, maldito.
Nem sei se deveria tê-las colhido um dia.
Vou ficar apenas olhando, observando,
andando para ver, enxergar, vislumbrar, desejar, cheirar...
Para, só depois, cansado e desanimado,
retornar.
Só então me prostrarei, sentado, sempre,
sempre na esperança do passar dos minutos,
De minutos que passam trazendo o novo, a nova ilusão.
Desejarei que não haja mais saídas,
Para que sempre, eu cansado,
repouse.
Finalmente.
Após infindáveis passeios no jardim.
Após anos de desejos circulares que redundaram apenas desilusões, dor, e sofrimento,
Que cesse o meu desejo,
Este inferno constante, insaciável.
Este que é mesmo a dor de existir.
Que meu ser e meu eu entranhe definitivamente no infinito.
No nada absoluto.
E que de mim, não reste mais nada que brisa,
vento, e aparente lembrança,
sempre ruim,
assombração.
José Servilino - 7/2/08
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